 |
|
 |
 |
|
| |
 |
HIPERIDROSE AXILAR
Suando a Camisa? Até quando?
Tem gente que já começa a suar a camisa na adolescência, mas não por abuso do trabalho infantil, e sim porque sofre de hiperidrose axilar que é o suor execessivo na região das axilas. Motivo de desconfortos sociais e constrangimentos, o excesso de sudorese é influenciado por fatores hereditários e emocionais. |
Existem vários tratamentos clínicos e cirúrgicos para a hiperidrose axilar e, neste artigo, sob a orientação da cirurgiã plástica Ana Zulmira Badin, estaremos apresentando técnicas utilizadas na área de cirurgia plásica.
Do Botox ao raio laser
Quando a adrenalina entra em ação, seja por fatores emocionais, esforços físicos ou calor, as glândulas sudoríparas causam uma secreção que todos conhecemos por “suor”. No caso dos portadores de hiperidrose axilar, o suor é excessivo. “Dentro de nossos conhecimentos de técnicas de cirurgia plástica, temos alguns tratamentos para oferecer ao paciente”. Afirma Ana Zulmira.
A forma mais convencional trata da ressecção de uma grande parte da pele com as glândulas para que a fonte produtora da secreção diminua. Esta cirurgia requer uma incisão no meio das axilas e resulta numa cicatriz, mas o tratamento é definitivo.
É possível também proceder um tratamento não definitivo, que é a aplicação esporádica de toxina botulínica. A toxina age na placa neuro-motora, bloqueando as fibras simpáticas e diminuindo o estímulo nervoso até as glândulas sudoríparas.ela pode ser aplicada em áreas como axilas, mãos, pés, entre outras. A toxina botulínica, tem efeito que inicia em 2 a 10 dias e permanece por 5 a 14 meses, dependendo de cada indivíduo. Trata-se de um procedimento ambulatorial a nível de consultório.
Outro procedimento para hiperidrose em mais de uma área é a simpatectomia, atualmente já realizada através de videoendoscopia pelos cirurgiões torácicos.
Esta técnica é de caráter definitivo, porém com possibilidade de aumentar a sudorese em outras regiões do corpo.
Recentemente, foi desenvolvida uma técnica que utiliza o laser 1064, o mesmo usado na laserlipólise, para o tratamento da hiperidrose axilar. Com duas das três pequenas incisões de 1mm na região das axilas, o laser é aplicado a nível dérmico, onde encontram-se as glândulas sudoríparas.
A ação do laser ocorre pelo calor e as glândulas, sendo termosensíveis, vão sofrendo esta ação térmica até serem destruídas.
Como não há necessidade de eliminação total das glândulas, a redução das mesmas é feita até atingir níveis compatíveis com uma situação de sudorese que seja confortável para o convívio social do paciente.
O procedimento a laser é realizado sob anestesia local e sedação, não havendo restrições maiores, a não ser o bloqueio da exposição solar na área axilar pelo período de 30 dias. “Este é mais um avanço da tecnologia médica que vem contribuir para o sucesso dos procedimentos médicos e a conseqüente qualidade de vida do paciente”, comemora Ana Zulmira Badim |
|
 |
 |
| |
|
|
 |
 |
 |
 |
|